BREVE HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS DE JUIZ DE FORA
A origem do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora, remonta a data de 18 de outubro de 1900, com a criação do Primeiro Corpo de Bombeiros Voluntários de Juiz de Fora. Organizado pelos membros da Sociedade Auxiliadora Portuguesa e da sociedade local, tendo a frente de sua primeira diretoria os seguintes senhores: Sr. José Joaquim Pinheiro Machado - Vice-cônsul português em Juiz de Fora, Presidente - Ignácio Cardoso, 1º secretário - Franklin de Moraes Jardim, 2º secretário - Henrique Surerus - Tesoureiro e Antônio Diaz Carneiro - Comandante, com sede à rua Batista de Oliveira s/n.
Em 10 de março de 1930, houve uma segunda formação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Juiz de Fora, sendo sua diretoria composta dos seguintes membros: Sr. José Moreira Coelho Pinto - Presidente; João Borges de Matos - Vice-presidente; Joaquim de Almeida - Tesoureiro; Jose Garcia Soares e Salvador de Castro 1º e 2º Secretários; Jose Antônio Valeriano Machado - Diretor Técnico e Maximiano Casemiro Garcia - Procurador; Capitão Jacyntho R. Costa, Dr. José Cardoso Sobrinho, Manoel Sant Anna, Jesus de Oliveira e José Pinto Gaspar - Conselho Auxiliar.
Em 11 de agosto de 1930, chega a Juiz de Fora à primeira formação do Corpo de Bombeiros Militar, vindos de Belo Horizonte. Sendo que a Companhia de Sapadores Bombeiros, inicialmente era composta de 32 homens e ficando sob o comando do 1º Tenente Vicente Rodrigues dos Santos, e instalado inicialmente na Rua Espírito Santo onde funcionava o almoxarifado da Prefeitura Municipal.
Em 31 de agosto de 1930, o Presidente do Estado de Minas Gerais, Olegário Dias Maciel, envia mais 60 homens para Juiz de Fora.
Em 1931, o Decreto nº. 9. 867 cria o Corpo de Bombeiros da Força Pública de Minas Gerais.
Em 1932, o Quartel é transferido para a Rua Fonseca Hermes, onde funcionava o Pronto Socorro Municipal.
Em 1934, pelo Decreto-Lei nº. 11.186, o Corpo de Bombeiros foi desligado do quadro do pessoal da Força Pública, passando a chamar-se Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, ficando inicialmente subordinado à Secretaria de Segurança Pública.
Em 1937, o Quartel é novamente transferido e vai para o prédio onde funcionava a Delegacia de Polícia Civil. Na Rua Batista de Oliveira.
Em 1938, nova mudança, desta vez para as dependências do 2º Batalhão da Polícia Militar retornando novamente para o prédio da Delegacia no mesmo ano.
Em 1955, pelo Decreto-Lei nº. 1.284, do Governador do Estado, foi criado o Departamento Técnico do Corpo de Bombeiros, que trouxe uma série de benefícios no aspecto técnico-profissional.
Em Fevereiro de 1965, o Destacamento do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora passou a chamar-se “Companhia Independente”. Sendo sua sede no ESPORTE CLUB de Juiz de Fora.
Em 25 de agosto de 1966 foi assinada a Lei nº. 4.234, pelo Governador Magalhães Pinto, reintegrando o Corpo de Bombeiros a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Em 1973, o Sétimo Sub Grupamento de Incêndio (7ºSGI) de Juiz de Fora, foi transferido para as dependências do 2º Batalhão de Polícia Militar; ali permanecendo até 1976,
Em 1976 o Sétimo Sub Grupamento de Incêndio (7ºSGI) mudou-se para a Avenida Garibalde Campinhos, s/n, em um galpão da Prefeitura. Hoje, a Defesa Civil.
Em 1988, o Sétimo Sub Grupamento de Incêndio (7ºSGI) sob o comando do Cap PM Luiz Alves de Almeida Vinhas, o 7º SGI foi transferido para a Avenida Brasil, nº. 3405, Centro, local onde funcionava o antigo Terminal Rodoviário Miguel Mansur (Onde permanece até os dias de hoje).
Em 1993, a través do Decreto nº. 34734 de 06 de julho, o 7ºSGI é transformado em Segundo Sub Grupamento de Incêndio Independente (2ºSGI/ Ind.), embrião para a criação de um Batalhão de Bombeiros Militar.
Em 17 de Setembro de 1994 foi transformada em Segunda Companhia de Bombeiros Militar Independente, (2ªCia BM Ind).
Através do Decreto Estadual nº. 36.043, de 16 setembro1994, fica autorizado à criação do Quarto Batalhão de Bombeiro Militar (4ºBBM) e, em fevereiro de 1995, cumprindo o Decreto Estadual, passa a ser denominado Quarto Batalhão de Bombeiros Militar (4ºBBM) e foi inaugurado em 30 de março de 1995.
Em 13 de dezembro de 1995, através do convênio nº. 0397564, foi assinado entre a PMMG/CCBM/4ºBBM e a Prefeitura de Juiz de Fora, leia-se Custódio Mattos/Secretaria de Saúde, foi implantado o Sistema Integrado de Atendimento Pré-Hospitalar a Emergências (Sistema Resgate).
Em 02 de Junho de l999, através da Emenda Constitucional nº. 39, o Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais é desvinculado da Polícia Militar. Com esta desvinculação o Corpo de Bombeiros Militar passou a ter a sua dotação orçamentária e autonomia para gerenciar seus recursos.
Com base na Resolução n.º 22, de 20 Julho 2000, o 4º Batalhão de Bombeiro Militar passa a articula-se na Região da Zona da Mata e Vertentes, abrangendo um total de 143 cidades de médio e grande porte, com elevada concentração industrial, além de cidades históricas e uma população aproximada de 2.200.000 habitantes, desconsiderando a população flutuante que é bastante elevada em nossa região.
O Governador Aécio Neves, regulamenta através do Decreto 43.779 de 12 de abril de 2004, a Lei 14.938 de 29 de dezembro de 2003 que dispõe sobre a taxa de incêndios.
CRIAÇÃO DOS PELOTOES SUBORDINADOS AO 4ºBBM
- O Segundo Pelotão de Bombeiros Militar (2ºPEL BM) foi inaugurada na cidade de Barbacena/MG no dia 20 de novembro de 1986, sob comando do 1º Ten PM José Benedito.
- O Terceiro Pelotão de Bombeiros Militar (3ºPEL BM) foi inaugurado na cidade de Ubá/MG no dia 12 de dezembro de 1989, sob o comando do 1º Ten BM Liaúdes Batista Pena.
- O Quarto Pelotão de Bombeiros Militar (4ºPEL BM) foi inaugurado na cidade de São João Del Rei/MG no dia 03 de Novembro 1997, Sob o Comando do 1º Ten BM José Luiz Estevam.
- O Oitavo Pelotão de Bombeiros Militar (8ºPEL BM) foi Inaugurado na cidade de Muriaé/MG no dia 17 de fevereiro de 2006, sob o comando do 1º Ten BM.
Atualmente o 4º BBM, conta com um efetivo de 525 bombeiros militares, distribuídos em pelotões e Cia BM. Sempre apostos buscando a excelência, o aprimoramento, a capacitação dos seus componentes a fim de suprir, as necessidades e os anseios da população.
O ESTANDARTE DO 4ºBBM
Origem do Estandarte - O Estandarte do Corpo de Bombeiros consiste numa bandeira retangular vermelha com um círculo azul no centro que contém armas do Bombeiro Machadinhas cruzadas, em número de duas; duas linhas de mangueiras, com esguichos nas respectivas extremidades cruzando-se, sem, contudo atingir os dois triângulos o triângulo do fogo dentro do triângulo branco dos inconfidentes e o contorno do triângulo do fogo, na área do triângulo branco com a inscrição "Libertas Quae Será Tamem"). Presos à base da pira olímpica se encontram dois ramos verdes de café e no laço branco está a inscrição "Minas Gerais".
Partindo das bordas do círculo azul até os vértices dos quatro ângulos retos do retângulo vermelho, seguem quatro faixas amarelas. Presas junto ao terminal metálico do mastro vermelho e branco descem duas pontas formadas por um laço cujo nó se encontra ao terminal; em cada ponta estão as inscrições: Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Minas Gerais.
O significado de todo o estandarte é possível que esteja preso a alguma figura de heráldica; entretanto, pode conter também alguma interpretação mística relacionada com determinadas filosofias hermóticas dos tempos medievais.
O certo é que o triângulo do fogo (vermelho) significa três processos fundamentais de extinção do mesmo. As machadinhas significam o processo de extinção por isolamento; as linhas de mangueiras significam o processo de extinção por resfriamento; a pira olímpica não só significa o fogo olímpico, como, também, a luz da sabedoria como é do conhecimento dos intelectuais; é o discernimento de que é utilizado pelo Bombeiro para prestar com autenticidade os serviços que lhe são peculiares. O círculo azul significa água, como, também, pode significar a luz de determinadas filosofias ou doutrinas espiritualistas. A união das duas machadinhas cruzadas sobre a pira olímpica e as duas linhas de mangueiras ou ligações, indubitavelmente, são as armas do 1º Batalhão de Bombeiros, bem como os seus processos e métodos de extinção e ataque aos incêndios.
ORIGEM DO NOME SAPADOR
SAPADOR - A razão pela qual houve a denominação da Companhia de "Sapadores e Bombeiros", somente podemos explicá-la por analogia, ou melhor, por comparação e confronto, pois, sapador é o soldado que trabalha com sapa e sapa é uma pá de pau ou forro com cabo, de levantar terra cavada, como as dos Ribeirinhos. Sapador é o soldado que constrói galerias subterrâneas, minas, embora a palavra "sapa" significa também, trabalho oculto, ardiloso (latim “sappa”) e ainda, exame de Bombeiro.
Nos serviços de salvamento dos Corpos de Bombeiros existe um grande número de ferramentas de "sapa" tais como: pás, alvião, enxada, picareta, enxadão, etc, e por extensão, no ano de 1926 denominaram as Cia Recém-criadas como sendo de "Sapadores e Bombeiros", uma vez que os Bombeiros do Serviço de Salvamento e Proteção e mesmo os da Prontidão de Incêndio fazem, constantemente uso de tais ferramentas. Por outro lado, o nosso Exército faz uso de ferramentas de sapa, quando em instruções e em campanha, como também é do conhecimento de todos que existe a "Brigada de Sappeurs e Pompiers de Paris", (Brigada de Sapadores e Bombeiros de Paris).
COMANDANTES DO 4ºBBM
(A partir de 1993)
1993 - Cmt Maj PM Hely Maurílio Pereira
1997 - Cmt Maj PM Carlos Sérgio Vidal Barra
2000 - Ten Cel Antônio Miguel Ferreira
2003 - Israel Rosa Pereira
2007 - Ten Cel Rodney de Magalhães
Histórico retirado do livro “A História do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora”, a ser lançado em 02 de Julho de 2007. (Resumo cedido pelos autores: SALVADOR, Miguel Arcanjo e MADEIRA, Anapaula Gonçalves 2007).